Falta o ar,
falta a palavra.
De repente assim, sentindo mal,
um grande nada.
Falta um suspiro,
falta um aval
do coração assim, meio panaca,
entre tanta alegoria e carnaval.
Falta um por quê,
falta uma faca
pra cortar a dor de um dia inteiro;
entre tantas penas, tinta fraca...
Falta a voz,
falta o tinteiro,
pra carregar nas cores dessa tela;
com lágrimas vermelhas, olho vermelho.
Falta cor
nessa bendita aquarela
onde molham-se pincéis sem paradeiro,
onde dormem os palhaços, picadeiro...
[Adhemar - São Paulo, 05/10/2011]
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