Tanto sangue escorrendo...
Mãos culpadas,
aura escurecendo
Tanto sangue vertendo...
Tantas feridas,
guerras perdidas,
almas se perdendo
Tanto sangue derramando...
Transfusões interrompidas,
veias se rompendo
- e cicatrizando -
em linhas coloridas
Tanto sangue reclamando,
justiça adormecida,
suores se lavando
em mãos cumpridas,
em vozes sufocadas
e prantos desarmando
Tanto sangue empoçando,
contido e respeitado pelo vento
que açoita suas dores,
que alenta suas noites,
que foge de armadura
e carrega a vela acesa
no costume...
Tanto sangue renascendo
- e circulando;
nos berços adormecendo,
bebendo nos bares
se aborrecendo,
se atrapalhando,
se escondendo nos Palmares,
se exaltando...
Tanto sangue...
Na boca, nos olhos, nos olhares,
até que enfim estancando...
[Adhemar - São Paulo, 28/03/2014]
2 comentários:
pretty nice blog, following :)
Me deu vontade de esclarecer que "mãos cumpridas" é isso mesmo, no sentido de cumprir, que cumpriram uma tarefa ou algo. e não "compridas" ou longas...
"Carrega a vela acesa no costume", no hábito de carregar; nada a ver com "...no curtume", como talvez se poderia pensar.
Abraço.
Adhsbs
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