segunda-feira, 12 de maio de 2014

DESCULPE

Perdoa o pequeno verso,
perdoa a distração.
Não guarde ressentimento
nem deserção.
           Perdoa o atrevimento
           e também, talvez, a razão.
           Deixe fluir o inverso
           ao coração.
Perdoa a rima tão pobre,
pobres palavras e a presunção.
Seja você, seja nobre.
Eu não.
          Perdoa esse adeus, de repente,
          desde sempre uma aberração.
          Perdoa o poeta errante,
          errados versos, errada mão.
Perdoa, principalmente,
a falta de inspiração.
[Adhemar - 25/01/2000]

Nenhum comentário: