segunda-feira, 5 de maio de 2014

ESTABELECIMENTO

Na ponta do movimento,
a porta do momento.
Quem se importa?

No calor da revolta,
a volta do elemento
que transporta...

Transporta, enleva, arrebata.
Arrebenta no limite e trata.
Quem se importa?

No imediato manifesto,
outra volta,
outra estaca.

Na janela fechada
a ousadia embalada.
Quem se importa?

Na balada embevecida,
confundida e torta,
há tanta vida...

Atrás do horizonte, escurecida,
tanta vida.
Quem se importa?

Quem dá falta
dessa mão meio perdida,
muito viva...

No trajeto entretecido
vai um olho ardido...
Quem se importa?

Se ele ri ou se ele chora,
se ele abafa ou escolta
amor bandido...

Meio solto, meio roto e perdido,
vai o amor caminhando em chão batido...
Quem se importa...?

[Adhemar - sobrevoando MG, 06/04/2014]


Avião da Ibéria em Guarulhos (foto: Adh2bs)

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