Mágicos presentes, simples regalos,
uma história bonita e comovente;
bradam os sinos aos badalos:
acordem! Mas já foi:
nossa bondade inocente
deixa escoar ao pedinte
um dinheiro, mesmo ralo.
Um espetáculo de rua
como fosse um picadeiro.
Um artista habilidoso e envolvente,
engraçado, perspicaz, hospitaleiro.
Escolhe uns ajudantes entre,
quem o cerca, tanta gente;
o faz de modo certeiro
e muito competentemente.
Depois de pantomimas e piadas
com o público totalmente envolvido,
vem à baila o tributo às risadas
no chapéu, meio roto e comovido
pelas notas e moedas lá deixadas.
O alegre cachorrinho de uma linda moça,
que com todos brinca e se enrosca.
Ela, de olhos tristes, se encolhe,
meio tímida e sem graça
quando cercada pela plateia curiosa.
Essa gente que ri com ela nessa praça
vai ficando sem carteira,
fisgada por um diligente comparsa...
[Adhemar - Florença, 16/04/2014]
Comércio de rua, que sofre a concorrência de ambulantes sem banca e pedintes (foto: Adh2bs)
Ponte Vecchio, sobre o Arno, com lojas dos dois lados e ambulantes no meio (foto: Adh2bs)
[O camarada agachado com cartazes sob o braço e outro cara oferecendo as bugigangas no chão]
Piazza della Repubblica, cenário do golpe do cachorrinho (fotos: SM)
Pessoas observando o "evento" na Piazza (foto: Adh2bs)
Show de rua, noturno (fotos: Adh2bs)
Arte na rua (foto: SM)


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