Da força adormecida no fundo de um ser, a capacidade transformadora despertando. De repente o que era quieto se cala, o que era parado estaca e o que era estático para.
Uma nova dinâmica se impõe. O centro dos acontecimentos se desloca. O que estava embaçado se desfoca e a escuridão apaga a luz.
Convocação, depoimento. Não se acusa o acusado e nem se assusta o já apavorado. O caminhante vai em fuga, corre e olha pra trás, nem sabe o que procura.
O lento despertar inevitável, abrir os olhos e vislumbrar por onde ir. Seguir o mapa imaginário e imaginar o calendário, um cronograma pra cumprir.
E o deixa disso, a turma do compromisso, o ar, a luz e a imensa paz advinda da obrigação que por cumprida deixou de ser. E a outra vida...
Finalmente, encarar no espelho a fisionomia tão desconhecida, novas atitudes e posturas pra se reconhecer...
[Adhemar - São Bernardo do Campo, 11/12/2006]
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