sexta-feira, 5 de setembro de 2014

ABERTURA

          Mais um volume a ser preenchido de metáforas. Mais um espaço para depósito de anseios como um ventre e seu feto. Tanta expectativa e potencial colocados ali, humanamente.
          Outro registro de idéias e projetos baseados em sonhos, em ideais e em princípios autênticos; e também algumas invenções, histórias apócrifas, para não dizer mentiras quase verdadeiras.
          Detalhes, sutilezas, observações; todos costurados por por uma linha intensa de imaginação e angústia. A recobrir o estilo, uma fina camada de ironia e falsa erudição. Como pano de fundo, um cinismo estudado, sem maquiavelismo nem disfarce: só uma certa ousadia revestida de atrevimento.
          Cheio de energia nas veias e gás enchendo o balão, esperar o vento, soltar os contrapesos e voar para o sonho, para as pretensões e às metas inalcançáveis. Contrariar os ditados e julgar, sim, além das aparências; pois quem vê a cara pressupõe o coração.
          Enfim, prestar o próprio depoimento sem desfavor da verdade. Contar ao mundo como é ser - nos dias de hoje - um visionário, sonhador e romântico.
[Adhemar - S. Paulo, 14/07/2005]
Continuação
Só para exemplificar, um primeiro escrito num caderno de rascunho novo, para contrapor o "post" anterior (apesar que este caderno não é o sucessor daquele lá).
Adhemar, 28/06/2008.

Nenhum comentário: