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sábado, 6 de setembro de 2014

AI

Até que então, um acesso de loucura.
No meio de um palco a recitar seus versos,
rompido com o mundo,
o poeta sonha.
Sonha com os pés no chão.
Até que enfim, um acesso de coragem.
No meio da viagem e a declamar seus versos,
o poeta vaga.
Despido de seu mundo,
despido de seu bardo.
Até que talvez, um acesso de lucidez.
No meio de um nada a declarar seus fatos,
o poeta brada.
Tenta acordar a si mesmo,
a navegar seu barco,
falha mas não tarda.
Até que até, um acesso de poesia.
A balançar seu livro no meio das palavras,
o poeta fala.
Calado a seu modo,
eloqüência muda,
vai a um novo rumo…
Tarda mas não cala.
[Adhemar - São Paulo, 19/01/2005]

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