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domingo, 7 de setembro de 2014

ALÉM DE TUDO

Nem sempre vejo claro.
Nem claro vejo sempre.
A genialidade idiota
às vezes tolda a visão.
Nem sempre banco o tolo.
Nem sempre o tolo manca.
A idiotice esperta
às vezes adormece.
Nem sempre a massa cresce.
Nem sempre cresce ou passa.
A realidade do bolo
às vezes se receita.
Nem sempre a gente aceita;
nem o sempre aceita a gente.
A animalidade estúpida
às vezes se aborrece.
Nem sempre vejo à frente.
Nem sempre vejo à fundo.
A urbanidade hipócrita
às vezes some no mundo.
Nem sempre entendo a letra.
Nem sempre a letra é enredo.
A literatura ensina
às vezes a estar por cima.
Nem sempre tenho tempo,
nem sempre quero tê-lo.
A inutilidade ocupada
às vezes anula o intento.
Nem sempre será nem sempre…
[Adhemar - Santo André, 17/01/2007]

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por Edmilson — sábado, 16 de agosto de 2008 (10:44:35)
Sinta-se em casa
Pode listar meu blog nos seus favoritos
No seu perfil você diz
Quer ser um escritor
Escritor você é
Muito bom

Comentário por Francisco — sábado, 16 de agosto de 2008 (10:52:45)
Na segunda bienal do livro
Foram apresentados mais 4.000 novos livros
Imagine um desses novos livros lançados
Conseguir vender mais do que um milhão
Que já estavam na feira
Em exposição
Lhe desejo sucesso como escritor

Comentário por Daisy — sábado, 16 de agosto de 2008 (11:02:17)
“Nem sempre tenho tempo, nem sempre quero tê-lo.”
Belíssimo retrato de nossa ativa preguiça cotidiana.
O mundo está tão estranho, um tipo de reverso, do avesso, no reverso, que vou passar a usar esta metáfora para conseguir sobreviver mais um pouquinho!
Agradeço seus comentários, sempre tão lúcidos e positivos.
Grande abraço e um especial beijo ao filhote, que descobriu a fraude chinesa antes de nós!
Daisy