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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ALFORRIA


          Aos poucos vou me libertando de mim mesmo; dos meus medos mais recônditos, da minha timidez e dos meus pesadelos. Aos poucos vou ganhando mais coragem de falar o que penso, de agir como penso e de ser mais do que representar.
          Lentamente vou sedimentando minhas opiniões, expondo-as ao invés de retê-las, difundindo-as ao invés de escondê-las. Ainda que isso custe um certo isolamento, vou ficando mais inflexível em princípios básicos. Mesmo que afaste trabalhos, mesmo que cause aspereza nas relações sociais.
          Aí, sorrindo sentado em cima de tantas certezas, a inexorável realidade se apresenta: estou é ficando velho…
[Adhemar - S. Bernardo do Campo, 31/03/2005]

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