terça-feira, 9 de setembro de 2014

AOS ORIGINAIS E ÀS CÓPIAS

Não penso - nem considero -
que passar a limpo seja fácil;
Mas aqui também não quero
fazer poesia portátil.
Dediquei isto a você
e não vou espinafrar;
mas "batata no purê
não se deve estranhar".
Gosto mais do original
(modifico-o ao copiar)
e até me sinto mal
quando tenho de o passar.
O homem é ele mesmo
somente nos originais,
pois quando os reescreve à esmo,
os modifica demais.
Queria ser mais filosófico
e ser, até, mais sincero.
Porém, se demais me estico,
o conteúdo altero.
Vou acabar co’s rascunhos.
Esmerarei nos finais.
Transformarei, por meus punhos,
as cópias em originais.

[Adhemar - S. Paulo, agosto/1981]

Ai…
Não podia ser mais infantil?

Adhemar, 25/09/2008.

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por tah — quinta-feira, 25 de setembro de 2008 (13:49:18)
Não não!!
É lindo! Adorei!
Eu tb adoro modificar poemas originais… os adequo à minha realidade…
adorei mesmo
Bjão

Comentário por Bárbara — sexta-feira, 26 de setembro de 2008 (14:14:18)
não, é lindoo!!

Comentário por Tatiana Rezende — sexta-feira, 26 de setembro de 2008 (22:38:19)
Infantil? Que nada. Isso é coisa de adulto!

Comentário por Alexandre Souza — domingo, 28 de setembro de 2008 (16:10:25)
Falou e disse…fase de auto-afirmação. Todo escrito está inserido no contexto da vida corrente do autor.