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domingo, 7 de setembro de 2014

ATALHOS

Depois de muito caminhar por sendas difíceis e tortuosas;
depois de muito se perder em conflitos e desvios;
depois de tantos esforços, rodeios e sacrifícios;
depois da vivência escolada em situações embaraçosas;
chegar e não encontrar nada.
O choque, a decepção, o vazio.
Lágrimas nos olhos, a cair, por um fio.
A devastadora sensação da derrocada.
Chegar a uma terra arrasada.
Um nada de ninguém, totalmente destruído.
Um sonho, um ideal desconstruído
na idéia tão brilhante - desgraçada.
Cair ajoelhado, impotente e desolado.
Olhar o céu sem cobrar explicação.
Olhar pra dentro de si mesmo, ao coração,
e levantar-se inconsolável conformado.
Ver surgir outro ideal mentirosamente cintilante
e se entregar à ilusão do esquecimento;
partir aplacando o velho ressentimento
vendo a estrada a seguir, lá no horizonte.
Visualizar o novo alvo tão brilhante
sem perceber que pra chegar são outros tantos
caminhos tortuosos com desvios e espantos;
e já de olhos sêcos, seguir contente.
Outros conflitos, muitos esforços hão de vir.
Até um novo choque, decepção e outro vazio.
Mais um trauma, mais um baque tão difícil.
E mais lágrimas, muitas lágrimas por cair.
E mais uma luz vai surgir, mais outra meta.
a alegria de seguir, felicidade.
O colapso ao chegar, dificuldade!
É sempre assim essa vida de poeta!
[Adhemar - Sto. André, 31/07/2008]

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por Alexandre Souza — sábado, 30 de agosto de 2008 (01:09:11)
Usaste uns “atalhos” para construir as rimas do poema, hein!

Comentário por Bárbara — segunda-feira, 1 de setembro de 2008 (10:25:50)
Amei isto tudo..amei mesmo…
vou colocar um link no meu blog para as pessoas lerem..
Parece que foi escrito para mim..
abraços.