sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ATÉ TALVEZ...

A sutileza do amanhã não me assusta.
Me assalta a dúvida, a dor e a tristeza.
Deixo marcada pra ti, sobre esta mesa,
a última poesia que te indulta.
Não saber te amar foi minha culpa.
Mas nem o sim e nem o não me dão certeza
de ser o amor o caminho e a represa
de encontrar a emoção augusta...
E o paladar do fim você degusta
como há muito tempo a própria natureza
armou o cerco de pegar a sobremesa
e derramar as lágrimas da angústia.
O fim do que não começou foi outra música;
e surdos não pudemos sentir-lhe a beleza.
Dormir, olhos fechados, já sou presa
da minha própria existência tão confusa.
Adeus, ou até breve, até a surpresa...

P/ BSF[Adhemar - São Paulo, 09/08/1988]

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comment by Ingrid — Wednesday, 8 de October de 2008 (10:46:56)
Bonito blog também. É legal saber que algumas pessoas visitam meu blog. Obrigada :) Beijão, tá adicionado ^^'

Comment by Érica — Wednesday, 8 de October de 2008 (13:04:52)
Olá! como vai? Mas, este sr. tem um talento nato hein! Estas são palavras eternas,ao terminar de ler, vi a data, e após vinte anos, este poema parece que foi escrito agora. Palavras vivas... acho que essa é a principal característica de quem realmente tem alma de poeta. abraços

Comment by Ale — Wednesday, 8 de October de 2008 (22:03:39)
Blog interessante! Parabéns pela iniciativa! Voltarei sempre! Ale

Comment by Locardes — Wednesday, 8 de October de 2008 (23:46:21)
Tudo começou quando eu resolvi quebrar alguns paradigmas. abraço ;)

Comment by TATIANA REZENDE — Friday, 10 de October de 2008 (19:42:30)
O amanhã me assusta...

Comment by Isa — Sunday, 12 de October de 2008 (07:27:50)
Ontem ou hoje... é sempre igual o sentimento de desamor, de desamar... é sempre triste ver um amor acabar... Bj