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sábado, 6 de setembro de 2014

BOLETIM

               Resenhas informativas são peculiares; dão uma pálida noção do assunto e, se habilmente montadas, essa noção será bem distorcida. O mesmo vale para títulos e manchetes, principalmente os acompanhados por uma linha de chamada, logo abaixo. Podem mostrar que o mundo é redondo mas não revelar o caminho mais curto para uma volta completa. Sentidos duplos ou dissimulados e louvar o errado detalhando uma suposta matéria séria também são recursos presentes nos textos noticiários. Os repórteres, às vezes, são muito precipitados e cometem erros de concordância:  em geral, não dá pra gente concordar com eles…
               As notícias deveriam ser escritas pelos poetas, no seu português inconfundível, ressucitando palavras e navegando por estilos elegantes e refinados (no sentido de fino, e não de "morto de novo"). A sutil ambigüidade presente nos textos dando credibilidade ao delírio, ao sonho, ao etéreo. Jamais seriam más notícias, ou notícias más. Os textos teriam graça, humor e paixão. E deixariam no leitor uma insaciável ansiedade pelo jornal de amanhã.
[Adhemar - São Paulo, 20/05/2006]
Informe
Aos meus amigos jornalistas peço perdão pela brincadeira; conheço vários que escrevem com dedicação e que são autênticos nas suas posturas e colocações. De qualquer forma, dedico a todos este pretenso repto.
Adhemar, 03/07/2008.

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