Como o negativo da fotografia
dividido em claro-escuro
está o espaço ocupado e o vazio.
É preciso projetá-los pensando ora num, ora noutro.
Como os restos da escultura,
os fragmentos destacados do bloco não são lixo;
são apenas a expressão do tudo
menos a imagem esculpida.
Como as posses é o despojamento;
a riqueza de não ter;
a alegria de não precisar.
Como o peso é a leveza,
menos massa para carregar,
mais espaço pra pensar
juntando os fragmentos numa livre expressão.
Como o imaginário.
Como a razão.
[Adhemar - Sto. André, 21/08/2008]
Um comentário:
Comentário por Érica — quarta-feira, 3 de setembro de 2008 (10:00:56)
Olá!
ta vendo roubei teu termo “cócegas no cérebro” rsrrsrs… achei divertido…
“a riqueza de não ter;
a alegria de não precisar.”
abraços
Comentário por Hellinho Ferreira — quarta-feira, 3 de setembro de 2008 (11:08:55)
Olá…
Poxa!!! esse texto me fez pensar muito, consegui envolver muitas palavras que me levasse a isso!!!
Boa quarta!!!
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