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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

ESPAÇO - ESPAÇOS

Como o negativo da fotografia
dividido em claro-escuro
está o espaço ocupado e o vazio.
É preciso projetá-los pensando ora num, ora noutro.

Como os restos da escultura,
os fragmentos destacados do bloco não são lixo;
são apenas a expressão do tudo
menos a imagem esculpida.

Como as posses é o despojamento;
a riqueza de não ter;
a alegria de não precisar.

Como o peso é a leveza,
menos massa para carregar,
mais espaço pra pensar
juntando os fragmentos numa livre expressão.

Como o imaginário.
Como a razão.

[Adhemar - Sto. André, 21/08/2008]

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por Érica — quarta-feira, 3 de setembro de 2008 (10:00:56)
Olá!
ta vendo roubei teu termo “cócegas no cérebro” rsrrsrs… achei divertido…
“a riqueza de não ter;
a alegria de não precisar.”
abraços

Comentário por Hellinho Ferreira — quarta-feira, 3 de setembro de 2008 (11:08:55)
Olá…
Poxa!!! esse texto me fez pensar muito, consegui envolver muitas palavras que me levasse a isso!!!
Boa quarta!!!