à vertigem de altura e isolamento;
pequena sensação no imenso claustro,
desolado amargor, ressentimento.
Inequívoca reunião de um só elemento
bradando na tribuna pra ninguém.
Registrado na figura, amplo momento,
incluindo até mais nada, até também.
bradando na tribuna pra ninguém.
Registrado na figura, amplo momento,
incluindo até mais nada, até também.
E o silêncio barulhento anuncia
o interessante aviso inútil:
ficar atento ao movimento noite-dia
relembrando a importância fútil.
o interessante aviso inútil:
ficar atento ao movimento noite-dia
relembrando a importância fútil.
A solidão, posta de canto, ainda impera
na vertente da colina ou do castelo.
A multidão de mais ninguém ainda espera
um desenlace infeliz, trágico e belo.
na vertente da colina ou do castelo.
A multidão de mais ninguém ainda espera
um desenlace infeliz, trágico e belo.
Num brinde ao desencontro pontual
a multidão do um sozinho vai à guerra;
na conclusão do simpósio-carnaval,
confete preto, alas de luto encerra.
a multidão do um sozinho vai à guerra;
na conclusão do simpósio-carnaval,
confete preto, alas de luto encerra.
Hoje, amanhã ou bem depois
só há uma saída em tantas portas.
Fotografia no epitáfio, feijão no arroz,
um dístico escrito nas cambotas.
só há uma saída em tantas portas.
Fotografia no epitáfio, feijão no arroz,
um dístico escrito nas cambotas.
E assim fechado o tempo, pleno o sol,
vai o peregrino andante, vai de carro.
O deprimido solitário vira herói,
levanta a saia, abraça a taça e tira um sarro…
vai o peregrino andante, vai de carro.
O deprimido solitário vira herói,
levanta a saia, abraça a taça e tira um sarro…
[Adhemar - Santo André, 18/08/2005]
Um comentário:
Comment by Noemí — Saturday, 13 de September de 2008 (12:46:44)
Como diria uma nossa amiga: simplesmente "instigante" ... gostei bjs Noemí
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