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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

MEUS PRIMEIROS TEMPORAIS

"Neste mar de vagas e tufões,
perdidos ventos,
temporais de furacões
por entre grandes ondas, vagalhões imensos…"
"Mistério e mar nas rochas vão arrebentando,
escura noite, ausentes paz e calma.
Terríveis ventos, fúrias soprando,
enegrecendo e turvando a alma!"
"Se de repente o barco baloiçando
na tempestade imprópria é percebido,
enfunando as velas, plenamente navegando,
até é plausível o seu comandante distraído."
"De negras rochas, pois, vai se aproximando.
O mar castiga com uma fúria intensa.
Mas que passeio! Tenebroso, imbrando!
O que é que o tal do comandante pensa?"
"A chuva brava que a golpes se desaba
empurra o barco a tal porto incerto.
Se o comandante à viage’ acaba
não muito nobre será o seu fim por certo."
Termina o sonho, o mar e a tempestade;
rochas e ventos e o mortal pavor.
Se de repente vejo a verdade:
sou eu o barco navegando o amor.
[Adhemar - São Paulo, outubro/1982]
Sem guarda-chuva
Aos dezenove anos (namorava desde os dezessete) e apaixonado… O rascunho está horrível, a caligrafia praticamente ilegível, muito erro ortográfico e muito "acerto" na "discordância". Aproveitava papéis velhos (imaginem como estão agora), canetas falhando… Ah! O amor…
Adhemar, 05/08/2008.

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comment by Laiz Mara — Wednesday, 6 de August de 2008 (08:32:51)
Lendo esse post lembrei de uma música da Adriana Calcanhotto[asas]: "sinta o prazer do som do estrondo de uma aonda na arrebentação..." nem sei bem porque mas lembrei; beijos

Comment by Daisy — Wednesday, 6 de August de 2008 (09:32:43)
Paixões juvenis são um deleite! Quanto mais avança a idade, menor o empenho de se jogar em qualquer mar! Grande abraço. Daisy

Comment by Bárbara — Friday, 8 de August de 2008 (09:52:40)
ah que bonito... adorei