quinta-feira, 11 de setembro de 2014

MODERNIDADES...

Céus! Que ventos, que tempestades!
Espetáculos majestosos,
exibição de virtudes,
de predicados gostosos...

Ah! Os tempos de antigamente!
Não era tão diferente,
havia dificuldades
e muitas possibilidades.

Hoje, com tudo tão fácil,
volumes grandes e pequenos,
coisas grandes, coisa portátil,
ajeitamentos de somenos.

Do que é que se precisa
para que bem se viva?
Forma rápida, concisa
que deixe a vida bem ativa.

Mas em tão pouco temos tanto
e há coisas imprevisíveis.
Nem um pouco desprezíveis,
importantes portanto.

E é o que quero dizer aqui.
De uma coisa que a mim carece
e às vezes não aparece:
pois eu careço é de ti.

[Adhemar - S. Paulo, janeiro/1982]

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por Bárbara — sexta-feira, 5 de setembro de 2008 (11:24:25)
Olá
NOssa..ontem eu assiti o filme Linha de Passe e este poema se encaixa no filme..
vá assitir..talvez goste…
bjs