Espetáculos majestosos,
exibição de virtudes,
de predicados gostosos...
Ah! Os tempos de antigamente!
Não era tão diferente,
havia dificuldades
e muitas possibilidades.
Hoje, com tudo tão fácil,
volumes grandes e pequenos,
coisas grandes, coisa portátil,
ajeitamentos de somenos.
Do que é que se precisa
para que bem se viva?
Forma rápida, concisa
que deixe a vida bem ativa.
Mas em tão pouco temos tanto
e há coisas imprevisíveis.
Nem um pouco desprezíveis,
importantes portanto.
E é o que quero dizer aqui.
De uma coisa que a mim carece
e às vezes não aparece:
pois eu careço é de ti.
[Adhemar - S. Paulo, janeiro/1982]
Um comentário:
Comentário por Bárbara — sexta-feira, 5 de setembro de 2008 (11:24:25)
Olá
NOssa..ontem eu assiti o filme Linha de Passe e este poema se encaixa no filme..
vá assitir..talvez goste…
bjs
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