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terça-feira, 2 de setembro de 2014

ORQUÍDEA


Lilás e branco, representando dignos um afeto anônimo.
Emocionado reflexo do equilíbrio dos teus olhos.
Um bilhete anônimo,
anônimo como o amor emocionado.
Adocicado afeto, dedicado e sincero.
Fiel e tão perene como lilás e branco.
No bilhete denunciado
o admirador se mostra semi-revelado.
Se pode ser ele um poeta calado,
mas nem tão calado que não se revele pelo próprio punho;
idéias lilases,
tudo em brancas nuvens
pra ser mais intenso esse amor calado.
Tal qual o poeta, anônimo e noturno,
tal qual um cometa, aceso e apressado.
[P/ B.S.F.]
[Adhemar - S. Paulo, 16/06/1988]
Flor
Por um ano seguido (meados de 1987 a meados de 88) fui obcecadamente apaixonado por B.S.F., que conheci numa viagem; apesar de jovem, era muito sensata, não se deixou levar (embora eu ache que tenha se assustado com a intensidade da minha manifestação). Se eu for publicar um livro de poesias, ele terá um capítulo chamado "poemas do amor desesperado" que conterá quase toda a "produção" desse período. "Orquídea" foi escrito na fase em que já me conformava em seguir sem ela (na verdade, substituída em meus devaneios por outra linda moça, E.C.B., com quem também não deu certo; mas isso já é outra história…).
Adhemar, 24/05/2008.

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comment by Natália Lima — Sunday, 25 de May de 2008 (20:08:38)
Oi Adhemar! Tudo bom? Que invasão nada. Obrigada pela visita ao meu blog e pelos elogios, continue passando por lá sempre que quiser. Gostei muito das suas poesias. Interessante as "paixões" na década de 80,contadas aqui no seu blog. O que seria dos poetas se não fossem os amores não correspondidos? Legal o seu filho cursar jornalismo...estou formada há dois anos, costumo dizer que é uma profissão meio "artística" na qual é necessário além de sabedoria, muita sorte também. Mas amplia as mentes, e isso é bom!! Vi que mora em Santo André, eu trabalhei aí no Diário do Grande ABC em 2007. Abraços