domingo, 14 de setembro de 2014

PRENÚNCIO DO ADEUS

No recôndito da solidão
não sei se te acolho ou te afago…
No desejo do meu coração
sempre junto de ti eu me trago…
Quis ter a certeza de saber o caminho.
Oferecido a ti, resgatar a nova vida.
Quis, ao teu lado, criar um nosso filho.
Mas me rejeitaste por um falso brilho…
Quis mudar o rumo triste desta nossa história.
Mas a incompreensão fez-se tua acolhida.
E tão despojado quis-te perto ainda.
Mas me rejeitaste, tão cruel e linda…
Quis criar um mundo, novo e simplificado,
em relações diretas entre humanos fatos.
Mas quis o destino fatos separados
e foi provando aos poucos, estávamos errados.
Quis recomeçar do nada, tornar tudo ao certo.
Mas, perdido o rumo, vago o pensamento,
livre o coração quis te buscar de novo.
Mas o vazio imenso que ainda persiste
é não mais amar;
e chorar agora não é mais consolo…

P/MG
[Adhemar - 15/05/1987]

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por caurosa — quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 (09:02:35)
Olá meu caro poeta Adhemar, o adeus, às vezes e prenúncio de grandes e frutíferos recomeços. Parabéns, também por estares praticando a nobre arte de “caminhar”. Serás recompensado pelo prazer da atividade, por deixar fluir uma energia vital fundamental para os desafios e tarefas que o dia-a-dia nos impõe. Muita paz e harmonia para você.
Forte abraço
caurosa

Comentário por gaby.fernandes — quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 (10:58:13)
Olá…
nossa como adoro vir aqui ler a suas poesias
viajo em seus pensamentos atrás de sua escrita
e considero istó um Dom que você tem.
Bjs.

Comentário por TATIANA REZENDE — sábado, 31 de janeiro de 2009 (19:50:43)
A fila anda…
Abraço!

Comentário por Ylago — sábado, 31 de janeiro de 2009 (21:32:24)
Tem alguma coisa que tu tenha escrito em 12/03/1987? Posta aí…
Foi o dia em que nasci!!!
Abraço.