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sábado, 6 de setembro de 2014

SALVE

Na noite escura e fria um vulto vaga
no silêncio das ruas vazias.
Na noite escura e fria,
o silêncio do coração.
Na noite escura e fria,
nas ruas vazias,
o vulto se aproxima de um bar.
Um bar vazio, escuro e frio.
Na ausência de tudo
o vulto senta e pede um copo vazio.
A silhueta vulto-copo denuncia um brinde.
Um brinde frio.
Assim parado o vulto,
erguido o copo vazio,
brinde vazio.
Um brinde do vulto anônimo
ao desencontro da noite.
Ao desencontro do dia-a-dia.
Ao desencontro de todo dia, toda noite.
Um brinde ao desencontro…
[Adhemar - São Paulo, 22/05/1987]

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por Marco Luiz — quarta-feira, 23 de julho de 2008 (13:09:53)
Desse daí eu não gostei muito. Sendo sincero, eu acho que fugiu do seu estilo, essa daí é uma poesia muito… solitária, não combina com o seu estilo de escrever “alegre e apaixonado”.
Não pelo poema em si, é um belo “poema solitário”, mas não combina com o autor.
Assinado,
Crítico da Cia. Das Letras
Brinquei!
ML