terça-feira, 2 de setembro de 2014

SE

Um bloqueio.
De repente, no meio do nada,
debaixo de chuva,
na rua alagada.
           De repente, no nada do meio,
           longe de tudo…
           As penas molhadas
           na cara do mundo…
Fora de casa,
na casa alugada;
bloqueio do mundo
no meio do da estrada.
          Andando em círculos
          procurando o abismo
          das coisas cismadas
          como o destino.
Andando, andando
às tontas, à esmo;
entortando tudo
e voltando ao mesmo.
          Ao mesmo bloqueio,
          à mesma estrada.
          Lugar nenhum
          no meio do nada.
[Adhemar - São Bernardo do Campo, 16/11/2004]

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