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domingo, 14 de setembro de 2014

SONS DA PRISÃO

               São tantas idéias perturbando a cabeça… Ficam se entrechocando  ansiosas por liberdade, soltando faíscas. Às vezes se aliam, se juntam para uma reunião de rebeldia planejando uma fuga, uma revolução ou uma outra saída. Às vezes sofrem uma invasão: são outras idéias vindas de fora, ouvidas na rua para aumentar a confusão. É tanta dor de cabeça que dá até um enjôo, uma náusea ou tontura que faz a gente sentar a espera da solução. Aí, mareado e distraído, a gente abre um caderno, se apossa de uma caneta e, instintivamente, dá asas à imaginação. Então, as idéias - surpreendidas em seu calabouço - saem em debandada fixando-se no branco da liberdade, confusas, ingratas ou gratas, organizadas ou não. A dor de cabeça passa. A cabeça fica vazia. E recomeça outra angústia: é tanto tempo sem nada… Será que nossas idéias entraram em extinção?!

[Adhemar - Sto. André, 25/08/2008]

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