Pesquisar este blog

sábado, 6 de setembro de 2014

TRISTEZA

Um estrondo arrebenta o silêncio,
rompe a noite, eloqüente.
Essa noite é uma alma.
Cada estrondo, uma tristeza.
Estando calada deixa-se ouvir
a pedra rolando na encosta da montanha.
Essa montanha é uma alma.
Cada pedra, uma tristeza.
Nunca se esconde - esse é seu mal -
é sempre exposta
essa uma alma.
Não se esconde da tristeza.
Uma flor cheia de pólen
rodeada de abelhas.
Essa flor é uma alma,
cada abelha, uma tristeza.
Sendo assim,
pobre da alma!
De uma inquieta natureza
ainda tem os olhos úmidos
de uma alegria na tristeza.
[Adhemar - São Paulo, junho/1982]
Triste mesmo…
Tristeza é não lembrar qual "alegria" gerou esta pataquada. É de chorar.
Adhemar, 17/07/2008.

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por Isoldinha — quinta-feira, 17 de julho de 2008 (13:39:47)
Uhuuuu Oi
Gostei da arquitetura do Poema…
Mas meu lema é viva sempre as emoções, não importa se são alegres ou tristes, importa que seja intenso. Importa que estamos vivos para senti-las.
Parabéns pelo Blog.
Um Abraço!

Comentário por Marco Luiz — quarta-feira, 23 de julho de 2008 (13:04:26)
Esse formato de vaso indiano do texto tira um pouco a atenção do escrito.
Me lembrou aquela: “Acordei de noite e cavei, cavei, cavei… Pode não ser bonito, mas é profundo!”
Issaê pai, abraço!