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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

VEZ

Tenho uma senha,
  cerro o sobrecenho,
    espero.
Não é a próxima,
  nem o próximo,
    nem o próximo.
Tenho uma senha
  da vez que ‘inda não chega.
    Que venha.
Não é a próxima
  mas se aproxima
    onde não vejo.
Tenho uma senha
  nesta fila sem-vergonha.
    À toa, à tua.
Não é da gente,
  vez demorada
    de acabar o expediente.
Tenho uma senha
  que, finalmente,
    será chamada.
Não é o prêmio da loteria,
  não é do médico
    e nem da última morada.
[Adhemar - Santo André, 05/12/2003]
Vez…
Escrito na praça de atendimento da prefeitura… Em meio a um mar de gente e de impaciência. Onde apesar do péssimo funcionamento do sistema eles deram uma aparência de organização.
Adhemar, 15/05/2008.

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por Cleide Yamamoto — domingo, 18 de maio de 2008 (18:15:43)
Boa noite, Adhemar! Desculpe por ter me demorado a visitá-lo, estava me faltando tempo. E agradeço por suas visitas, que me deixa muito feliz. Estava passeando por seus textos e poesias, você escreve muito bem, tem talento, parabéns! Gostaria de sugerir a você, assim como indiquei a outros amigos aqui do blog, o site em que publico meus textos, espero que vá conhecer o espaço e ingresse nele, tenho certeza que será bem vindo e muito mais pessoas poderão conhecer os seus escritos, o site é grátis. Beijo na sua alma e uma linda e abençoada semana. http://www.usinadaspalavras.com/index.php