Um toque.
Quem é?
Não é nada,
só uma sensação que passou.
Um toque.
Quem é?
Não é nada,
foi a mesma sensação que voltou.
Passou mais uma vez e voltou.
Assim foi o dia inteiro.
Porém, se fez a tocaia.
Antes do próximo toque,
agarrada,
a sensação protestou.
Foi arrastada pra dentro,
trancada e interrogada.
Foi então que ela confessou:
estando desocupada,
pegou o primeiro coração que avistou.
Tocava e corria pra cima;
escondida observava.
Depois corria pra baixo
e, passando, tornava a tocar.
Até que foi surpreendida,
apanhada,
teve que confessar.
O coração ficou comovido
e, distraído,
deixou-a ficar...
P/ B.
[Adhemar - São Paulo, 14/09/2014]
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