Soltam-se dos mapas uns trajetos,
vão e voltam, céleres trejeitos
de pouco espaço, passos incertos
em programas tortos, por direito.
Soltam-se das malas intenções.
Inventam-se escalas por decreto.
Em pouco tempo, destino certo,
acalenta o vento, os corações...
Vão as mochilas, cheias de afeto,
por lugares e coisas indiretas
onde o sonho fica bem concreto,
em programas tortos, linhas retas.
Soltam-se dos olhos emoções,
abrigadas por divinas bençãos
de um destino que não se tem nas mãos,
enquanto Deus escreve certo em orações.
Solta-se dos braços um adeus;
solta-se dos braços um abraço
todo inteiro, pedaço por pedaço,
democrático para crentes e ateus.
Solta-se do riso um palhaço,
raios e trovões num impropério,
estampa e cores num espalhafato.
Saltam segredos da caixa do mistério.
Prende-se o juiz, agora o jogo ficou sério.
Soltam-se faíscas das pedras do aprendiz.
Saltam os pontos e traços do desenho,
acaba o jogo, o resultado é ser feliz...
[Adhemar - São Paulo, 27/03/2014]
(*) Assim mesmo, tudo junto...
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