sexta-feira, 6 de março de 2015

SILÊNCIO DE ADEUS DO BRAVO

Um profundo e mudo momento.
Nenhum aceno,
Olhar triste, acabrunhado,
mas sereno.

De lágrimas esse olhar vai toldado,
soldado marchando na chuva,
manchado...

É uma retirada,
passos marcados, respingos.
Todos calados;
homem, coração, pensamentos.
Todos molhados.
Bagagem, emoção e momentos.

Um vácuo no meio do mundo.
No mundo do mudo tormento.
Nenhum gesto, nenhum sorriso.
Nenhuma razão pra falar.

Um vácuo, uma dor lancinante.
Nenhum lamento,
nem mesmo sequer um gemido.


[Adhemar - São Paulo, 13/07/2010]

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