sexta-feira, 22 de maio de 2015

RAÍZES

Feridas cicatrizadas ainda ardem.
Resta um nó dolorido no dorso da mão.
Dedos fechados não sabem o que seguram.
Rolam as letras, lágrimas e desilusão.

Intenso vazio interior se difunde.
Uma fome cruel, estranha e intensa.
Turbulência inoportuna e tensa
que perturba, assombra e confunde.

Perfume abstrato obstrui pensamentos.
A dor do caminho que às pernas encurta.
Apoio de frente, avantes momentos.
Encorajador, criador, mas assusta.

Olhos inchados estão ainda chorando
um nó dolorido no centro do peito...


[Adhemar - Sobrevoando a BA, 06/04/2014]

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