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terça-feira, 23 de junho de 2015

PROJETO

Custou algum esforço estar aqui.
Custou algum orgulho? Talvez.
Aprender nunca é demais,
nem tão trágico, nem tão caro também...

Já que se está por aqui
nos perguntamos por que não seguir.
Como se fosse uma viagem,
embarca-se; então é partir.

A resposta é difícil também.
Já que tanto custou estar,
por que não fincar pé e ficar?
Melhor esperar, refletir...

Deixar o acaso passar
e o destino passar, decidir.
Primeiro é bem conhecer;
estudar e então planejar.
Tudo certo, enfim, construir...


[P/ "Já-que..." Hahaha]
[Adhemar - São Paulo, 14/09/1987]

quarta-feira, 17 de junho de 2015

RESPIRAÇÃO

Andanças retirantes.
Silêncio triste
enquanto o sol levanta no horizonte.
Bocas secas.
Silêncio vazio, 
em meio ao rumorejar de passos arrastados.
Passos de pés descalços.
Passos de pouca poeira.

Andanças incertas.
Certezas tristes
enquanto o sol calcina impunemente.
Bocas fechadas.
Esperanças ressequidas 
no eco do grito que não foi dado.
Grito de bocas fechadas,
do pouco espaço pra alimento.

Andanças condenadas.
Destino triste
enquanto o sol se deita no horizonte.
Bocas mortas.
Noite negra em luto antecipado,
sem estrelas e sem vento.
Só um grito sufocado
ante o destino final e permanente...


[Adhemar - São Paulo, 27/08/2012]


sexta-feira, 12 de junho de 2015

NAMORADA

Não basta em si só o amor
Os filhos no ventre
No abraço protetor

Não baste em si só o apreço
Afeto eterno
Que não muda de endereço

Não basta em si só tanta alegria
Mas um pouco de aventura
E de euforia

Não basta em si só a presença
Mas atitude companheira
E a bondade de nascença

Não basta em si só esta folha
Mas toda uma vida
Fora da bolha

Basta em si somente o que se vê
E se tem no coração:
Tenho você!


Para Stella, minha doce e eterna namorada

[Adhemar – São Paulo, 12/06/2015]

segunda-feira, 8 de junho de 2015

MUDANÇAS DE RUMO

Tantas caminhadas, tantas...
Tanta certeza de pra onde ir
E, com certa segurança...
Até que os pés,
doloridos e cansados,
chegam a uma encruzilhada:
o futuro está nublado.
Os pensamentos passam em revoada,
não dão ideias,
são só uma distração desastrada.

Tantas mudanças necessárias,
novas afirmações e novas estradas.
O que fazer com a bagagem pesada?
Parece tudo tão necessário...
Mas uma estrela brilha em algum lugar;
é preciso retomar a andança
pois nem mesmo sabemos onde está
essa mesma estrela que precisamos ir buscar...


[Adhemar - São Paulo, 07/10/2010]