Custou algum esforço estar aqui.
Custou algum orgulho? Talvez.
Aprender nunca é demais,
nem tão trágico, nem tão caro também...
Já que se está por aqui
nos perguntamos por que não seguir.
Como se fosse uma viagem,
embarca-se; então é partir.
A resposta é difícil também.
Já que tanto custou estar,
por que não fincar pé e ficar?
Melhor esperar, refletir...
Deixar o acaso passar
e o destino passar, decidir.
Primeiro é bem conhecer;
estudar e então planejar.
Tudo certo, enfim, construir...
[P/ "Já-que..." Hahaha]
[Adhemar - São Paulo, 14/09/1987]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
terça-feira, 23 de junho de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
RESPIRAÇÃO
Andanças retirantes.
Silêncio triste
enquanto o sol levanta no horizonte.
Bocas secas.
Silêncio vazio,
em meio ao rumorejar de passos arrastados.
Passos de pés descalços.
Passos de pouca poeira.
Andanças incertas.
Certezas tristes
enquanto o sol calcina impunemente.
Bocas fechadas.
Esperanças ressequidas
no eco do grito que não foi dado.
Grito de bocas fechadas,
do pouco espaço pra alimento.
Andanças condenadas.
Destino triste
enquanto o sol se deita no horizonte.
Bocas mortas.
Noite negra em luto antecipado,
sem estrelas e sem vento.
Só um grito sufocado
ante o destino final e permanente...
[Adhemar - São Paulo, 27/08/2012]
Silêncio triste
enquanto o sol levanta no horizonte.
Bocas secas.
Silêncio vazio,
em meio ao rumorejar de passos arrastados.
Passos de pés descalços.
Passos de pouca poeira.
Andanças incertas.
Certezas tristes
enquanto o sol calcina impunemente.
Bocas fechadas.
Esperanças ressequidas
no eco do grito que não foi dado.
Grito de bocas fechadas,
do pouco espaço pra alimento.
Andanças condenadas.
Destino triste
enquanto o sol se deita no horizonte.
Bocas mortas.
Noite negra em luto antecipado,
sem estrelas e sem vento.
Só um grito sufocado
ante o destino final e permanente...
[Adhemar - São Paulo, 27/08/2012]
sexta-feira, 12 de junho de 2015
NAMORADA
Não basta em si só o amor
Os filhos no ventre
No abraço protetor
Não baste em si só o apreço
Afeto eterno
Que não muda de endereço
Não basta em si só tanta alegria
Mas um pouco de aventura
E de euforia
Não basta em si só a presença
Mas atitude companheira
E a bondade de nascença
Não basta em si só esta folha
Mas toda uma vida
Fora da bolha
Basta em si somente o que se vê
E se tem no coração:
Tenho você!
Para Stella, minha doce e eterna
namorada
[Adhemar – São Paulo, 12/06/2015]
segunda-feira, 8 de junho de 2015
MUDANÇAS DE RUMO
Tantas
caminhadas, tantas...
Tanta
certeza de pra onde ir
E,
com certa segurança...
Até
que os pés,
doloridos
e cansados,
chegam
a uma encruzilhada:
o
futuro está nublado.
Os
pensamentos passam em revoada,
não
dão ideias,
são só uma distração desastrada.
são só uma distração desastrada.
Tantas
mudanças necessárias,
novas
afirmações e novas estradas.
O
que fazer com a bagagem pesada?
Parece
tudo tão necessário...
Mas
uma estrela brilha em algum lugar;
é
preciso retomar a andança
pois
nem mesmo sabemos onde está
essa
mesma estrela que precisamos ir buscar...
[Adhemar - São
Paulo, 07/10/2010]
Assinar:
Postagens (Atom)