sábado, 11 de julho de 2015

OLVIDO

Esqueci de pensar em tantas coisas...
No entanto, tua voz constantemente
de mansinho nos meus ouvidos avisa
quase num sopro, saudade, docemente.

Aqui me ajeito, viro a folha da poesia,
penso no mar, meu amigo e elemento.
A saudade constante é u'a maneira
ao mesmo tempo que é um alimento.

Um reflexo no mar, do sol poente
se transformando numa imagem linda.
E apesar de tanto tempo ausente,
ela explica o grande amor, ainda.

O brilho do mar é o dos teus dôces olhos;
reflexo do poente é a luz que eles emitem.
A luz que eles emitem crava-se em meu peito;
com carinho guardo feito mil tesouros
que bem aqui dentro a brilhar insistem.
Mas... Uma tristeza estranha e tão sem jeito
vem calar as vozes que do coração me vêm;
acorde adormecido num mortal silêncio...


[P/ BSF]
[Adhemar - São Paulo, 15/09/1987]

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