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domingo, 19 de julho de 2015

SOLIDÃO

Calor,
efeito da lentidão feita de calma.
Fome,
feita da falta de um olhar.
Olhar,
feito da lente que em silêncio nem se nota.

Ninguém viu nem avisou
que o navio se aproxima;
e na água vem por cima
do recado que chegou.

Movimento,
que parece, não balança
no deslocamento em que se lança.
Avançando,
se perdendo por aí
dentro e fora de si...

Tudo tão nítido que de vago não tem nada;
ainda rola nessa estrada
e depois para na estação.
Tanta gente o aguarda,
tão sem graça,
tão sem chão.

Enquanto isso um quadro passa,
dá um adeus,
um tchau co'a mão...


[Adhemar - São Paulo, 18/07/2011]

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