Me acostumei a andar no escuro
com as mãos estendidas pra frente.
Hoje,
quase não preciso olhar por onde estou andando.
E quase não olho;
e quase não ando.
Me criei mesmo ao acaso,
andando no escuro sem medo de nada.
Temia a mim mesmo,
não olhando por onde caminhava.
Há muito tempo,
descontente com tudo.
Busquei sempre um rumo.
Nítido e real nas ideias,
doloroso no mundo.
Me tornei poeta, vagabundo, obscuro,
entristecido e sozinho,
fora do prumo.
Chorei tão quietinho
mas continuo a procura.
Saio de mim mesmo,
alegria, aventura.
Tento achar a metade perdida no tempo.
Escondida ela está,
no tempo futuro.
[Adhemar - São Paulo, 30/08/1988]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
domingo, 30 de agosto de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
PENSÃO
Recomeçar.
De um curto-circuito nas emoções,
recomeçar.
Erguer a poeira do caminho,
recomeçar ainda e sempre.
Não é necessário esquecer,
basta guardar.
A cada novo golpe de ar,
recomeçar,
agasalhando-se da friagem;
friagem do amor inacessível.
O sentimento,
qual um afluente que deságua no coração;
tem que vir mais devagar.
Flutuando em seu meio,
a correnteza da paixão,
há que esfriar.
Esfriar para não morrer.
Recomeçar,
no decorrer da história desse coração.
Recomeçar.
No melhor lugar de sua memória,
permanecer...
P/ BSF
[Adhemar - São Paulo, 19/09/1987]
De um curto-circuito nas emoções,
recomeçar.
Erguer a poeira do caminho,
recomeçar ainda e sempre.
Não é necessário esquecer,
basta guardar.
A cada novo golpe de ar,
recomeçar,
agasalhando-se da friagem;
friagem do amor inacessível.
O sentimento,
qual um afluente que deságua no coração;
tem que vir mais devagar.
Flutuando em seu meio,
a correnteza da paixão,
há que esfriar.
Esfriar para não morrer.
Recomeçar,
no decorrer da história desse coração.
Recomeçar.
No melhor lugar de sua memória,
permanecer...
P/ BSF
[Adhemar - São Paulo, 19/09/1987]
terça-feira, 11 de agosto de 2015
PARÂMETROS
Essências concentradas
Fatos pontiagudos
Fatores descansados
Ouvidores surdos
Renascença morta
Mercadores parcos
Cavalgando barcos
Reles importa
Atléticos Américas
Rocha esfarelando
Covardes enfrentando
Machões maricas
Nuvem dissipada
Temporal contido
Ousado tímido
Mata descampada
Adeus chegando
Vindo e despedindo
Infinito findo
Véu rasgando...
[Adhemar - São Paulo, 12/08/2014]
domingo, 2 de agosto de 2015
MÁRMORE
Delírios e vertigens
emoções flutuantes
etéreas viagens
coloridos fascinantes
Equilíbrio e tontura
realidade e sonho
fusão alva-escura
de humor risonho
Movimento que cessa
sonoridade que acalma
emoções sem pressa
impressas na alma
Vertigens e delírios
vestígios e miragens
admiráveis martírios
admiráveis visagens
Posição recomposta
da paisagem sumida
sem nenhuma amostra
da ideia desaparecida...
Imaginação apagada,
alma adormecida...
[Adhemar - São Paulo, 31/08/2012]
emoções flutuantes
etéreas viagens
coloridos fascinantes
Equilíbrio e tontura
realidade e sonho
fusão alva-escura
de humor risonho
Movimento que cessa
sonoridade que acalma
emoções sem pressa
impressas na alma
Vertigens e delírios
vestígios e miragens
admiráveis martírios
admiráveis visagens
Posição recomposta
da paisagem sumida
sem nenhuma amostra
da ideia desaparecida...
Imaginação apagada,
alma adormecida...
[Adhemar - São Paulo, 31/08/2012]
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