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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

STARDUST

          Finalmente, depois de um tempo, vou rever minha prostituta predileta. Meus caminhos, sempre variados, vão fazer com que eu passe por ela.

          Alta, forte e bem fornida, coxas grossas, quadril largo e largo sorriso. Sempre com trajes provocantes, atrevidos e rasgados; olhar sarcástico, irônico e chamativo.

         Passo por ela como passei tantas vezes antes, trocando olhares e sorrisos significativos. É o único ponto de tangência entre nossos mundos e que jamais vai passar disso. Vou de seguida; ela vai ficando mais distante até um futuro incerto quando, e sabe-se lá quando, estaremos partilhando a mesma esquina - ela parada e eu passando - num desses tantos caminhos tontos por onde eu ando.


[Adhemar - São Paulo, 10/10/2012]

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