domingo, 18 de outubro de 2015

TROMBADA

          Muito cedo a gente estabelece uma "auto-norma" de comportamento. Com maior ou menor rigor, segue o próprio roteiro por anos a fio. Ora incorpora novos modos e conceitos, às vezes experimenta alguma mudança. Mas o essencial está lá. Serve de apoio para tudo o que gente faz e pensa. Inclusive, a gente se acostuma e se acomoda, elaborando justificativas ultra-criativas para defender nossos enraizados pontos de vista.

          Ah! Mas a vida é muito dinâmica; nos faz cruzar com gente muito legal e com outras ideias. Coloca obstáculos que a gente achava que não ia enfrentar e apresenta surpresas - boas e más - nas quais a gente não queria pensar. E nessa dinâmica somos obrigados a mudar profundamente uns conceitos, dogmas, certezas - sei lá! - que estavam solidamente arraigados na gente. Somos forçados a atitudes que não gostaríamos, mas que são inevitáveis. Não estou falando de ceder em princípios não; mas a fazer coisas que, por preguiça, comodismo ou semvergonhice a gente nunca fazia. Coisas que nada mais são do que cuidar da gente mesmo: pra nós, até ontem, algo totalmente supérfluo!

          Enfim, chegou a minha vez...


[Adhemar - Santo André, 13/05/2008]

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