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domingo, 29 de novembro de 2015

BOM TEMPO

Ganhei um caderno cuja capa é bontempo
Cinza sorridente
Folhas destacáveis
Onde cismo de por algo que se destaque
Para que elas não viajem
Levando
Um conteúdo irrelevante
Para que elas não protestem
Antes que eu me levante

No meu caderno não chove
No meu caderno não jovem
Deixo fruir minha decrepitude
De ânimo
De ideias
De atitude

Nele confundo a prosa
Com a poesia do verso
Nele difundo
Meu otimismo controverso
Nele imprimo o mundo
E reflexos do universo

Bom tempo me faz sorrir
Desfaz o meu "eu" perverso...


[Adhemar - Santo André, 13/08/2014]

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