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sábado, 21 de novembro de 2015

SUMIÇO

Eu te procuro sem saber
em qual escuro.
Ando em círculos no circo, bastidores.
Bailarina, na ponta dos pés
e na piscina.

No circo um palhaço, um vagão.
Vagamente,
um vagalume estardalhaço
nessa mesma escuridão
onde te escondes.

Eu te procuro sem saber
em qual escola.
Ando em aula "matando" professores.
E o bedel, debaixo do chapéu,
qual um recreio...

No parque, árvores e brinquedos
obrigados a brincar...
de folga.
Nem empolga nem empurra
nessa espuma que te esconde.

Eu te procuro sem saber
em qual por onde
foste bater aldeias, paliçadas;
a contar histórias engraçadas,
na ponta dos dentes, 
no horizonte.

Nas mãos, dores ardentes
do não saber te encontrar,
achar ou conhecer

nessa fumaça que te afasta...


[Adhemar - São Paulo, 28/03/2014]

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