Enfim,
saiu de
mim o que me atormentava
Nesse
imenso vazio cabe uma casa
Caverna
escura, profunda cava
Saiu de
mim o que perdido estava
Foi para
um reencontro com o bravo mundo
bravia
fera que em mim morava
Enfim,
abriu
espaço neste vagabundo
Nessa
imensa onda, uma tremenda vaga
Duplicidade
escura que não se encontrava
deixando-se
afogar pois não nadava
Batendo
os braços num macabro aceno
Posto de
quatro e comendo feno
Enfim,
pensando bem,
saiu de
mim o que eu mais gostava
nessa
imensa boca que se explicava
a mão
nervosa que gesticulava
Afinal,
apesar de ser muito decorativa,
misteriosa
e revelativa,
bravia
fera que se ilustrava
Enfim,
casa
desocupada
Uma coisa
nova se apresentava
promessa
de luz, vassoura piaçava
Erudição
discreta, atleta dedicada
Voltou
pra mim, completa e preparada;
retorna
ao lar a fera domada...
[Adhemar - Santo André,
25/09/2014]