Pesquisar este blog

domingo, 31 de janeiro de 2016

DESPRENDIMENTO

Enfim,
saiu de mim o que me atormentava
Nesse imenso vazio cabe uma casa
Caverna escura, profunda cava
Saiu de mim o que perdido estava
Foi para um reencontro com o bravo mundo
bravia fera que em mim morava

Enfim,
abriu espaço neste vagabundo
Nessa imensa onda, uma tremenda vaga
Duplicidade escura que não se encontrava
deixando-se afogar pois não nadava
Batendo os braços num macabro aceno
Posto de quatro e comendo feno

Enfim, pensando bem,
saiu de mim o que eu mais gostava
nessa imensa boca que se explicava
a mão nervosa que gesticulava
Afinal, apesar de ser muito decorativa,
misteriosa e revelativa,
bravia fera que se ilustrava

Enfim,
casa desocupada
Uma coisa nova se apresentava
promessa de luz, vassoura piaçava
Erudição discreta, atleta dedicada
Voltou pra mim, completa e preparada;
retorna ao lar a fera domada...


[Adhemar - Santo André, 25/09/2014]


Nenhum comentário: