sábado, 26 de março de 2016

DESVIOS

Espaço vago, espaço, espaços.
Palavras vazias, vazias razões.
Espaço vago, vazios corações.
Nubladas razões, vagos embaraços.

Poesia vazia, vazio abstrato.
Vazias ideias do poeta vago.
Espaço tão vasto, espelho do lago.
Um lago vazio, tão vasto e barato.

Absurdos momentos das vidas vazias
se juntando aflitas no espaço imenso.
Não cansam na faina, inútil movimento
de vidas já mortas, endurecidas e frias.

Espaço tão lúgubre, só covas rasas.
Imenso cemitério chamado universo.
Vazias ideias, vazio cada verso,
ausência de vida nas vidas avaras.

Inútil movimento da roda gigante.
Universo inútil, vazio, sem sentido.
Ideias, poetas e vidas de mal intuído.
Inútil movimento da bola girante ...


[Adhemar - São Caetano do Sul, 17/03/1988]


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