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sábado, 12 de março de 2016

PACOTES

Em tantas mãos, sinais,
calos, cortes, cicatrizes,
adeuses informais,
raízes.

Acenos por demais,
acenos indecentes,
obscenos, casuais,
ardentes.

Cansaços habituais,
casacos empoeirados,
caimentos naturais,
descosturados...

Tanta vida assim, ou mais,
tantas palavras amenas,
das mãos acima, ora normais,
e seus poemas.

Em tantas mãos, destino,
abençoado, mal vivido,
entre loucura e desatino,
incompreendido...


[Adhemar - São Paulo, 03/04/2014]

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