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sábado, 30 de abril de 2016

AVANTE

Na força da loucura que existe
existe um sonho tão grande
tão grande que nele nem cabe
nem cabe no espaço-universo

Na ânsia da procura que insiste
insiste em achar o caminho
caminho que vai ao sonho eterno
eterno procurar em cada verso

Ânsia, sonhos e força resumidos:
resumidos nos espaços tão grandes
tão grandes o amor e a emoção
emoção sentimento inverso

Contrária à razão é a loucura
loucura tão grande que acabe;
acabe no caminho e não sabe
não sabe o que é amor-coração

Não cabe no verso incompleto
incompleto na luz da paixão.
Paixão, sentimento avesso
avesso ao verso curto e à razão

Paixão; és a própria loucura
loucura de andar em círculos:
círculos de pensamentos explosivos
explosivos sentimentos nas mãos

Esculpido o grande caminho
caminho do espaço tão certo
tão certo, imenso, infindável
infindável como o carinho negado

Balança a cabeça e diz não
diz não, desengana e some.
Some no horizonte do tempo
do tempo a navegar desvairado

Paixão, amor tão grnde, maior que o espaço
espaço-universo tornados na fúria
fúria-furacão varrendo os mares atormentados,
atormentados piratas e navios apaixonados

E os inevitáveis por quês indagados de repente
de repente o peito para, desfalece,
desfalece num momento refletido
refletido nos erros e acertos cometidos

Finalmente o exílio, vida nova,
vida nova recomeçada do zero.
Zero em quase tudo, mas o antigo amor sobrevive
sobrevive na dimensão da memória, comovido

Na síntese do universo imenso, cabível no coração
coração que contém tantos elevados sentimentos
sentimentos impressos e expressos nestes versos
versos que, por infinitos, representam sentimentos resumidos!

Invoca-se o pirata, na força solene de uma canção linda.
Linda como a princesa antiga e sorridente
sorridente e desaparecida por acidente ou engano...
Engano, ilusão, tudo aparente, transparente, sem fim.

Amor sem fim, sem limites na renúncia
renúncia do pirata aos sentimentos mais bonitos;
bonitos mas que nele ora são imortais
imortais, imorredouros, algo assim.

Tão presente quanto o ar, mais respeitado
respeitado o último desejo de uma deusa,
deusa que deu a dimensão do universo
universo do pirata que sem ela vai resignado enfim...

Decorre o renascer da fé no mundo
no mundo novo o pirata acreditará
acreditará porque o seu amor em vão não foi,
não foi desperdiçado e em fé se tranformou

Revestido, porém, sempre pirata
sempre pirata numa profissão de crer.
Crer querendo acreditar mais e apreciar
apreciar o que de melhor pode à vida dar forma

Sem tempestades o universo do pirata já está construído
construído sobre a base sólida à que teve de renunciar
renunciar, insistindo nas atitudes livres, livre decidir
decidir em favor de alcançar a esfera onde ela está.

Onde ela está.
Para chegar lá, nada mais o transtorna.


[P/ BSF]
[Adhemar - Aracaju, 29/01/1988]


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