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domingo, 24 de julho de 2016

RAIOS


Nem parece que foi a mesma mão que fez. Um traço leve, outro calcado. Logo se vê a negligência de um, o outro é descuidado. É o que pode diferir de uma organização contra o desarrumado!!!

Palavras são palavras e mesmo assim não são! Talvez um filme mudo num sonho acordado. O cinema cheio, mãos dadas e abraços. A cerimônia acaba, o gato sobe o muro. A lua se enfastia, o céu está nublado.

A desilusão sobe num palco iluminado. Solto no ar vai um perfume... desanimado. Sobe o som da música; música colorida, advinda de um lápis apontado. Desce o sol, sai do tablado, dorme o dia no seu berço enluarado.


[Adhemar - São Paulo, 26/07/2011]


Um comentário:

Adh2BS disse...

Prosa em forma de verso, há uma indagação no rascunho se não devia dividir as fraser para o formato... Vai assim mesmo.
Adh2bs