quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"CONTRALUZ"

Furtivamente a sombra denuncia
a silhueta que na sombra se confunde.
Aflitivamente a silhueta desperta
junto com o medo que a sombra lhe infunde.

Infinitamente a sombra dá sinais
que a silhueta simplesmente desconhece.
A silhueta recortada altivamente
na própria sombra se esconde e desvanece.

Educadamente a sombra se despede
já que a luz invade a silhueta.
Silhueta e sombra misturadas na penumbra
e na imagem desenhada que se inventa.

E a sombra diz adeus,
e a silhueta desfalece e some;
a silhueta é apenas um desejo
enquanto a sombra é a própria fome...!

[Adhemar - São Paulo, 30/06/2010]

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