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domingo, 7 de agosto de 2016

NOEMI

Então foi assim.

Convivência intensa nos últimos tempos, mais intensa nos últimos dias. Nossa última conversa sobre espiritismo, retorno, evolução. Sua última bronca, querendo descer da maca, deixando a gente de saia justa. Já sem palavras, seus gestos enérgicos para mudar de posição e recusar o oxigênio. Seu último sono prolongado, seu último suspiro sem um adeus formal.

O que havia para ser dito já o fôra antes. O que havia pra ser chorado, também... Embora tenha sobrado muito, ainda... A sua importância medida na presença dos familiares e amigos nessa hora neutra que é um velório. Um Pour Elise, uma Ave Maria e o súbito sumiço num imenso vazio.

A mãe, sogra e avó professora. Nossa eterna protetora. Meu Xamã.

E o inescapável mas sábio lugar comum, mãe é mãe.


P/ Noemí Braga de Souza - (*12/01/1945/+05/08/2016]
[Adhemar - São Paulo, 07/08/2016]

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