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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

"RE-CICLO"

"Dentro da névoa"
https://pixabay.com (intographics)

Vem lá de dentro
uma coisa indefinida
Sai de qualquer jeito
diz adeus

Não acena
nem olha nos olhos
diz adeus
e sai de cena

Mergulha sobre si mesma
rumo ao desconhecido
Nada de despedida
nem um papel

Vem lá de dentro
um vazio indefinido
que a coisa deixou lá
sem oi

Não há substituição
Não há matéria mais
nem alma nem condição
nem dica do que virá

Vem lá de dentro
um vazio invisível
que gesta outra coisa
pra se despedir

É preciso vir de fora a semente
silenciar
recomeçar
até tudo se repetir...


[Adhemar - São Paulo, 24/05/2014]

3 comentários:

Adh2BS disse...

O título da imagem foi atribuído por mim.

Adh2bs

CÉU disse...

Olá, Adhemar!

Gostei das palavras, que escreveu no seu "QUEM SOU EU", bem humorísticas, por sinal.

Então, anda "perdido" (rs). É "natural". Esse seu gigantão é enorme!

Li umas tantas vezes o seu poema, para que ele entrasse em meu ego, não como "coisa indefinida", mas bem viva. Pois é, o que vem de dentro pode até ser vazio, destituído de..., pelas mais diversas causas, mas tem sempre seu valor, contudo terá de surgir de fora o elam, que fará a tal apatia acordar. E depois, e como quase tudo na vida, será um ciclo, que irá acontecendo, mas a água também tem seu ciclo.

UMA POEMA INTELIGENTE!

Abraços e boa semana.

Adh2BS disse...

Grato pela visita e pelas palavras! Há mais "mergulhos espirais" na gente mesmo, que quando emerge traz esses respingos...
Abraço.