Neste cárcere de papel
tento aprisionar um momento,
um pensamento, um fato.
Tecendo um breve relato,
relatório, poema.
Nem sei se é prisão ao certo,
o correto, a expressão.
Só sei que é uma corrente,
torrente, escorrente...
Neste cárcere de papel
tento aprisionar uma ideia,
megera, Medéia,
tratado ou documento.
É tudo tão revirado,
carece de esforço e sentido.
Neste cárcere de papel,
destrancado,
um breve registro,
ou breve passagem,
para não perder a viagem;
lugar comum, logaritmo.
Liberdade concentrada,
ir e vir circunscrito.
Neste cárcere de papel
não conta o que já foi dito;
é só o testemunho silencioso
de pensamentos barulhentos...
[Adhemar - São Paulo, 14/01/2010]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
domingo, 25 de fevereiro de 2018
VS - 18 ANOS
Já não conheço mais o menino franzino
e nem o moleque fofinho;
não vejo mais o homenzinho,
atrevido e inocente.
O que vejo agora é um quase adulto,
um ex-adolescente.
O grande homem que abraça,
que ama e dirige
tão altivo e seguro.
Leio um discurso que fala
de fazer e de liberdade.
Vejo um espelho de mim mesmo,
modernizado e atuante.
Olho no fundo dos olhos
e reconheço o menino;
que estava no meu colo há pouco
pedindo colo e dôces.
Tantas rivalidades malucas
seguindo um mesmo propósito...
Tanto tentei protegê-lo
que acabei por expô-lo...
Temos um envolvimento
que vai do peito ao pescoço!
Vejo força nesse vulto,
confiança e certezas.
Vejo o Direito no seu futuro;
do grande homem que, finalmente,
sai do seu casulo.
P/ Vítor Samuel em 25/02/2018
[Adhemar - São Paulo, 15/02/2018]
e nem o moleque fofinho;
não vejo mais o homenzinho,
atrevido e inocente.
O que vejo agora é um quase adulto,
um ex-adolescente.
O grande homem que abraça,
que ama e dirige
tão altivo e seguro.
Leio um discurso que fala
de fazer e de liberdade.
Vejo um espelho de mim mesmo,
modernizado e atuante.
Olho no fundo dos olhos
e reconheço o menino;
que estava no meu colo há pouco
pedindo colo e dôces.
Tantas rivalidades malucas
seguindo um mesmo propósito...
Tanto tentei protegê-lo
que acabei por expô-lo...
Temos um envolvimento
que vai do peito ao pescoço!
Vejo força nesse vulto,
confiança e certezas.
Vejo o Direito no seu futuro;
do grande homem que, finalmente,
sai do seu casulo.
P/ Vítor Samuel em 25/02/2018
[Adhemar - São Paulo, 15/02/2018]
Assinar:
Postagens (Atom)