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domingo, 25 de fevereiro de 2018

VS - 18 ANOS

Já não conheço mais o menino franzino
e nem o moleque fofinho;
não vejo mais o homenzinho,
atrevido e inocente.
O que vejo agora é um quase adulto,
um ex-adolescente.
O grande homem que abraça,
que ama e dirige
tão altivo e seguro.

Leio um discurso que fala
de fazer e de liberdade.
Vejo um espelho de mim mesmo,
modernizado e atuante.
Olho no fundo dos olhos 
e reconheço o menino;
que estava no meu colo há pouco
pedindo colo e dôces.

Tantas rivalidades malucas
seguindo um mesmo propósito...
Tanto tentei protegê-lo
que acabei por expô-lo...
Temos um envolvimento
que vai do peito ao pescoço!

Vejo força nesse vulto,
confiança e certezas.
Vejo o Direito no seu futuro;
do grande homem que, finalmente,
sai do seu casulo.


P/ Vítor Samuel em 25/02/2018
[Adhemar - São Paulo, 15/02/2018]

Um comentário:

Tais Luso disse...

Adhemar,

Que lindo, sensível poema! Assim, quando despertamos da época passada, será sorte podermos ver o 'nosso espelho' vencedor, alguém que admiramos pelo que se tornou! nada mais gratificante. Dá para dizer, também venci!
Belo, parabéns!
Um bom domingo.