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sábado, 2 de junho de 2018

ESTAÇÃO 55


Estar com mais dúvidas aos 55 anos do que se tinha aos 20; será normal?

Não lembro se escrevi algo quando fiz 50. Aos 51, lembro-me de ter escrito algo – que não recordo se tornei público – intitulado “meio século mais um”. Nunca dei muita bola pra esse negócio do meu próprio aniversário, embora sempre faça uma reflexão nessa época, parecida com a de final de ano; balanço semestral, saca? Vantagem (?!) de aniversariar no meio do ano...

Acho bacana as pessoas te cumprimentarem; mas me bate sempre um remorso porque quase nunca eu lembro do aniversário de quase todo mundo... Nesse ponto, bendito facebook, que nos lembra! Embora eu seja um “facebooker” bissexto, acabo mandando um parabéns ou outro pro pessoal da minha lista, mesmo meio atrasado.

Meio século mais cinco... Ou, “meio século mais um lustro”, como diria o meu avô...

Nessas reflexões deste ano me lembrei, com saudade, dos entes queridos ausentes. Pai, mãe, avós, tios... O que será que passavam, ou pensavam, aos 55 anos? Será que tinham dúvidas? Será que já tinham planejado esse futuro cada vez mais curto? Eu ainda tenho planos: minha principal meta agora é ver o meu caçula formado. As outras dizem respeito a trabalho, ainda na esperança de fazer o calço nem começado de garantir a renda da velhice; e viajar, se possível em todos os próximos anos que Deus me conceder. Uma ou outra meta ligada a vaidade: publicar uns livros. São 5 projetos: dois estão esboçados (um mais avançado do que o outro), um em forma de roteiro e outros dois só na cachola mesmo.

Aos 55 a gente nem dorme direito, que dirá sonhar...  Sonhar com um mundo mais justo, com pessoas mais compreensivas e menos egoístas... Essas utopias não me comovem mais, infelizmente. Aperfeiçoar a espiritualidade? Tem gente querendo me convencer que a alma morre junto com a carcaça. Sério?! Ainda prefiro o otimismo dos espíritas...

Gostaria mesmo é de aperfeiçoar o comportamento: ser mais comedido, cuidar mais da “machina”, que anda muito grande e meio emperrada. Gostaria de ser mais concentrado, menos distraído; perdi outro aparelho celular. Se não me engano, o sexto em menos de três anos! Para provar essa excessiva distração e alheamento, o rascunho deste texto está num caderno com capa e contracapa parecidos; comecei escrevendo, sem perceber, com o caderno de cabeça pra baixo... Resultado: após duas páginas dei com outro texto escrito invertido (isto é, estava certo...). Aí, você inverte o caderno e “volta pra frente” para achar as outras páginas que, agora sim, estão em pé como deve estar um privilegiado ser humano de – ou – aos 55 anos!

Meu muito obrigado a todos aqueles que enviaram seus cumprimentos e a todos aqueles que tiveram a paciência de ler este texto até aqui.

Abração!

Adhemar – São Paulo, 01/06/2018

Um comentário:

Adh2BS disse...

Ahnnn... Respondendo ao 2º parágrafo: o texto se chama "parada 51" e está neste blog.
A expressão "meio século mais um" está no texto.

Adh2bs