Acho que a gente quis nascer.
Átomos, moléculas, ilusão.
Formamo-nos no espaço etéreo,
holísticos, humanos.
Acho que a gente quis dizer.
Voz, olhos e mãos.
Falando no espaço eterno,
solidários e irmãos.
Acho que a gente quis fazer.
Máquinas, amor, artesanato.
Montando no espaço universo
declamado e claro.
Acho que a gente quis olhar
quadros muito além da visão;
vendo imagens no espaço,
lágrimas e chorar.
[Adhemar - Santo André, 28/08/2014]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
domingo, 26 de agosto de 2018
domingo, 5 de agosto de 2018
QUANDO
Quando surge a noite e o coração
transborda a energia desperdiçada
pois criada não se guia...;
Quando surge a noite e o coração
entristecido se debruça e chora
tua lembrança perdida...;
Quando surge a noite ou,
quando some o dia,
morrem nascendo novas eperanças menores,
menores e mais vazias...;
Quando surge a noite e o coração
chorando derrama estrelas pelo manto negro,
imensa constelação de sentimentos...;
Quando surge a noite e o coração
silencia as próprias mãos
numa tristeza imensa...;
Quando surge a noite e o coração
silenciosamente adormece,
surge a tua imagem, nítida mas sonho
que, impressa nele é como a magia:
move-lhe o íntimo e não perece nunca, nunca...
Quando surge a noite o coração
conserva em energia, amor e movimento
transbordando linda no seguinte dia...;
Uma vez mergulhado na noite o coração
ausente de si mesmo aguarda
o "quando surge o dia"...
Quando surge o dia, morre o coração
pois, desde o "quando surge a noite"
não há mais amor,
não há mais vontade,
não há mais razão
para esta poesia.
P/ BSF
[Adhemar - São Paulo, 08/03/1988]
transborda a energia desperdiçada
pois criada não se guia...;
Quando surge a noite e o coração
entristecido se debruça e chora
tua lembrança perdida...;
Quando surge a noite ou,
quando some o dia,
morrem nascendo novas eperanças menores,
menores e mais vazias...;
Quando surge a noite e o coração
chorando derrama estrelas pelo manto negro,
imensa constelação de sentimentos...;
Quando surge a noite e o coração
silencia as próprias mãos
numa tristeza imensa...;
Quando surge a noite e o coração
silenciosamente adormece,
surge a tua imagem, nítida mas sonho
que, impressa nele é como a magia:
move-lhe o íntimo e não perece nunca, nunca...
Quando surge a noite o coração
conserva em energia, amor e movimento
transbordando linda no seguinte dia...;
Uma vez mergulhado na noite o coração
ausente de si mesmo aguarda
o "quando surge o dia"...
Quando surge o dia, morre o coração
pois, desde o "quando surge a noite"
não há mais amor,
não há mais vontade,
não há mais razão
para esta poesia.
P/ BSF
[Adhemar - São Paulo, 08/03/1988]
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